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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

 Em Portugal começou a florir um discurso contra a pieguice que sonha com um português  liberal, empreendedor e musculado  que , nas conversas de esquina, manda impropérios e  compara o Estado Social à sopa dos pobres.   Espero que os que assim falam  contra as pieguices mostrem o seu curriculum antes de se darem ares de matador.  Para que não haja suspeitas  de favor estatal ou partidário ou de arrivismo protegido por compadrio. Espero que não considerem nem  a cultura nem o Ensino Público nem o Serviço Nacional de Saúde uma pieguice.
O Mariacci começou por ser uma personagem lendário de um México violento .revolucionário. Nos filmes de Roberto Rodriguez tornou-metáfora, talvez abusiva, do macho latino silencioso, de olhar matador, rápido na pistola e firme nas decisões. Era a versão hispânica dos personagens de Clint Eastwood e serviu de imaginário a alguns liberais que olham para a sociedade como uma espécie de última fronteira do Oeste Selvagem.
Espero que esta forma de Mariacci luso não esconda um arrivista gelatinoso.   Há matadores que só são ferozes quando estão respaldados por uma entidade externa, um xerife de outra cidade.

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