Não se pode dizer que a «não candidatura » de Miguel Nascimento e a ausência de uma lista que seja afeta à solução autárquica preconizada em torno da CPC da Covilhã do PS seja uma saída airosa. não provocou um terramoto nem grandes laivos de admiração. Claro que os defensores da candidatura de Carlos Casteleiro podem não desistir e apresentar-se às primárias ou até numa hipótese mais apocalíptica tentarem desencadear movimentos em torno de uma candidatura independente,. Porém, é um cenário estranho, pouco racional e com escassa probabilidade de sucesso. Alguns analistas afinam a tese da vaga de fundo. Todavia, não se augura a existência de comoção intensa. Não consta ter havido desmaios públicos na calçada. Foi das jogadas politicas mais arriscadas que vi, concedo, mas tinha escrito o seu destino desde a hora em que nasceu numa longínqua reunião em que poucos votaram contra. Pelas minhas contas, os alfaiates não vão dar mãos a medir e muitos virão relatar os seus feitos de resistência a uma candidatura anunciada, votada e levada por diante. Haverá muito a contar sobre a brava história dos silêncios,dos anónimos e até dos que escreveram a dizer que era melhor não dizer nada.
Queixam-se alguns dos sindicatos de voto, do acréscimo súbito de militantes. Nesse sentido, a confirmar-se fundamento a essas queixas, não podem lamentar-se: inventaram o método, deram-no a conhecer e deram a saber aos seus adversários as malhas com que o poder se tece. Não contavam enredar-se na própria teia.
Não creio, todavia, que a saga permaneça aqui. Este silêncio e tranquilidade precede a tempestade. Ainda falta anunciar uma decisão.
Claro que falta acrescentar um pós-scriptum: estas soluções feitas a somar quem tem mais qualidades de cacique vão terminar mal, porque isso não chega.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
A não candidatura
Surpresa ou talvez não
A politica abunda em revezes. Não tenho em paciência nem formação para saltar em cima de adversários que parecem ser vítimas de tais atribulações. A não-recandidatura é o corolário lógico de erros de avaliação dos protagonistas. Anunciaram-se «não anúncios», apresentaram-se »não candidaturas». Aguardam-se, com serenidade, os desenvolvimentos.
sábado, 19 de maio de 2012
... depois do caso "Público-Relvas" a margem de manobra estreitou-se
Comunicado do Conselho de Redação do Publico
A verdade é que a presunção de inocência não iliba este Ministro de uma forte suspeita politica, que não dá muita margem de manobra. António Capucho já explicou.
A verdade é que a presunção de inocência não iliba este Ministro de uma forte suspeita politica, que não dá muita margem de manobra. António Capucho já explicou.
Ministro e jornalistas
Não simpatizo com o político em causa mas a história que circula sobre Miguel Relvas é tão má que me parece demasiado irracional para um profissional da politica. Porém, a questão subjectiva ( o que eu possa achar) é menor. Há dois níveis de análise complementares a) presunção de inocência; b) a a responsabilidade politica. Logo, o Ministro devia explicar de foma clara. Também não ficava nada mal à direção do Público esclarecer algo nomeadamente as diferenças de critérios entre o Conselho de Redação e a Direção. E há uma pergunta que me queima os lábios: e se fosse José Sócrates? Teria direito a uma apreciação racional e ponderada?
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Política às claras
Real Clear Politics é um portal de notícias muito focado nas eleições americanas e que recolhe artigos de muitos lados. Um manual para acompanhar tendências e para conhecer uma cobertura noticiosa de campanha.
Eis as últimas sondagens. e a previsão do colégio eleitoral que elegerá o Presidente.
Já o site Politico (tal e qual como se chama) é um belo exemplo da cobertura que alguns chama, horse races frame. Isso mesmo "enquadramento corrida de cavalos". Os truques, as análises, o spin, os argumentos são sob o ponto de vista de quem ganhou e perdeu.
Creio que um site destes mereceria ser lançado na Covilhã. Quais são os mandantes a que se referia um recente politico confrontado com um revez interno? Com quem se não senta ele na mesa? Que pensará Francisco Castelo Branco da reação do seu companheiro de partido? Quem morreu a pensar?
Eis as últimas sondagens. e a previsão do colégio eleitoral que elegerá o Presidente.
Já o site Politico (tal e qual como se chama) é um belo exemplo da cobertura que alguns chama, horse races frame. Isso mesmo "enquadramento corrida de cavalos". Os truques, as análises, o spin, os argumentos são sob o ponto de vista de quem ganhou e perdeu.
Creio que um site destes mereceria ser lançado na Covilhã. Quais são os mandantes a que se referia um recente politico confrontado com um revez interno? Com quem se não senta ele na mesa? Que pensará Francisco Castelo Branco da reação do seu companheiro de partido? Quem morreu a pensar?
terça-feira, 15 de maio de 2012
A humilhação
Há quem suponha que a inteligência significa elitismo:
Cito (e subscrevo grande parte ) José Pacheco Pereira.
(O Pingo Doce)"Procedeu como se no meio
de um ajuntamento qualquer, de "manifestação", seja pelo que for,
atirasse um molho de moedas para mostrar que era fácil levar as pessoas a andar
pelo chão a apanhá-las, quebrando o ajuntamento. As pessoas ficam melhor com o
dinheiro que apanharam, mas sabem muito bem que isso significou andar de gatas
pelo chão e isto humilha-as.
O modo como se escolheu o 1.º de Maio, o mais
politizado dos feriados portugueses, também o mais "social" dos
feriados portugueses, o único que está associado a uma simbologia de luta e de
reivindicação dos trabalhadores, para fazer isto tem um significado que não
pode ser ignorado. O modo como as coisas correram não foi muito diferente de
abrir promoções de 50% na carne na Sexta-feira Santa, o que naturalmente seria
visto como uma provocação desnecessária aos crentes que aceitam as obrigações
dietéticas da sua religião.
Para além desta
desnecessária provocação, pode até haver quem pense, entre os responsáveis
pelos descontos de 50%, que se tratou apenas de um acto altruísta em tempos de
crise, mas então não mediram a amplitude da necessidade que fez a corrida
tumultuosa às prateleiras, ajudando a criar o primeiro "assalto" a
mercearias do pós-25 de Abril, émulos dos que ocorreram nos anos de 1917-9,
onde tais assaltos foram habituais no fim da Grande Guerra. Os pobres que correram lá
pelos 50% para comprar "géneros de primeira necessidade", com o parco
dinheiro do mês de Abril ainda fresco no início de Maio, não se escondem, nem
têm vergonha, que é um produto que nunca tiveram na vida, um produto para os
ricos que têm espaço nas casas, que não vivem uns em cima dos outros. Por isso,
não têm qualquer problema em exibir as suas compras e a sua rudeza de
"canalha". Vi com atenção muitas fotografias e filmes do
"assalto" aos supermercados e lá estão muitos deles, os pobres de
sempre, cuja roupa, modos e postura são imediatamente reconhecíveis. Muitas
mulheres, barulhentas e "desavergonhadas", com a falta de compostura
que caracteriza sempre as "classes baixas", e que muito horroriza
"os de cima". Os mais silenciosos entre esses pobres eram negros dos
subúrbios e dos bairros sociais, emigrantes brasileiros, e ciganas, com a sua
mole de filhos e olhar desafiador.Estes pobres consomem.
Isto pelos vistos é uma surpresa para alguns meninos finos, que acham que ser
pobre é viver numa coluna de estatística e para quem aparecerem aos magotes num
supermercado a comprar fraldas mostra que "afinal" a crise não é
assim tão funda ou então que há subsídios a mais. As televisões, cujos
repórteres estão ali como em Marte, são alheios ao sentido do que se está a
passar, porque também não é essa a sua "condição" social. Faziam
todas as perguntas erradas, fascinados pelos incidentes e pelo tumulto, pelo
bom espectáculo televisivo. Tentavam obter declarações sobre se "tinha
valido a pena" estar três, quatro, cinco, seis horas a arrastar pilhas de
compras sem carrinhos até uma caixa onde esperavam séculos para pagar, e nem
sequer percebiam por que razão algumas pessoas mais bem vestidas fugiam de dar
a cara e se escapavam das câmaras, cabisbaixas. Essas pessoas tinham
vergonha de exporem a sua necessidade, porque só se espera seis horas numa
compra".
A Decisão
Valha-nos algo, Deus ou o bom senso ou o humor.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Poder Local: Mudanças de Paradigma
É preciso conhecer o novo quadro económico em que se movimentam as autarquias e as competências que poderá desempenhar. Será necessário discutir a reorganização administrativa. Será necessário encarar a eventual redução de dirigentes e quadros autárquicos.
Digam alguma coisa de sério que não faça rir e não passe pela pura eliminação da despesa (tarefa para os contabilistas menos imaginativos).
Eis alguns extractos do Livro Verde da Reorganização Administrativa (Quem quiser pode ler aqui) :
- A Reforma da Administração Local terá quatro eixos de actuação: o Sector Empresarial
Local, a Organização do Território, a Gestão Municipal, Intermunicipal e o
Financiamento e a Democracia Local.
-É essencial caminhar para orçamentos de base zero, ganhar escala de actuação na
gestão corrente e nos investimentos, mudar o modelo de governação autárquica,
promovendo mais transparência, simplificar as estruturas organizacionais, promover a
coesão territorial, reduzir a despesa pública e melhorar a vida dos cidadãos.
-Julga-se imprescindível rever o regime de financiamento das autarquias locais e, por isso, será
constituído um grupo de trabalho para rever a Lei das Finanças Locais.
Elaborar um diagnóstico sobre o número de entidades que compõem o
actual Sector Empresarial Local (SEL), promovendo a redução do número
de entidades e adequando o Sector à sua verdadeira missão estratégica,
de acordo com a realidade local e as suas necessidades específicas;
- ealizar uma análise do actual mapa administrativo, promovendo a
redução do actual número de Freguesias (....)
Reformatar as competências dos diferentes níveis das Divisões
Administrativas, estabelecendo novos quadros de actuação no âmbito
dos Municípios, CIM e outras Estruturas Associativas, procurando
reforçar atribuições e competências e promovendo a eficiência da gestão
pública com o intuito de gerar economias de escala no seu
funcionamento;
Analisar e regular os diferentes níveis e tipologias de Associativismo
Municipal, criados ao longo de 20 anos, no pressuposto de que não
deverão sobrepor-se nem repetir-se nas suas funções.
Promover o debate relativo a um novo enquadramento legal autárquico:
Lei Eleitoral para os Órgãos das Autarquias Locais;
Eleitos Locais; Formação e Composição dos Executivos;
Membros de Apoio aos Executivos;
Estruturas Orgânicas e Dirigentes Municipais;
Competências dos Executivos Municipais;
Competências das Assembleias Municipais;
Atribuições e Competências das Freguesias.
Como não sou ceguinho vejo que o documento é suficientemente lato para muitas interpretações tendo algumas orientações com que concordo. Talvez seja uma oportunidade para acabar com populismos desvairados e outros isaltismos felgueirenses ou similares e, nem assim tão distantes. Por outro lado, suspeito que regras novas não se fazem com gente velha. Não estou afalar da idade mas dos víciozinhos. Se a estes desafios legislativos juntarmos a escassez de transferências, a ausência de crédito e a gestão do curto prazo das dívidas aos credores, que vai sobrar?
O Provedor do Cidadão , especialmente, o Orçamento Participativo, poderão ser boas práticas: envolver os cidadãos na gestão dos recursos em tempo de crise - é o tema de um Livro de Tiago Peixoto, meu amigo brasileiro que asessoreia o Banco Mundial. Sustentabilidade, capacitação, novas práticas associativas. Porém, como acrescenta mudanças não se fazem com velhos hábitos nem com atores desinteressados da mesma. Será que os Partidos já se aperceberam disso: ou , como dizia Lampeduza, "é preciso mudar um bocadinho para que tudo fique na mesma?".
Digam alguma coisa de sério que não faça rir e não passe pela pura eliminação da despesa (tarefa para os contabilistas menos imaginativos).
Eis alguns extractos do Livro Verde da Reorganização Administrativa (Quem quiser pode ler aqui) :
- A Reforma da Administração Local terá quatro eixos de actuação: o Sector Empresarial
Local, a Organização do Território, a Gestão Municipal, Intermunicipal e o
Financiamento e a Democracia Local.
-É essencial caminhar para orçamentos de base zero, ganhar escala de actuação na
gestão corrente e nos investimentos, mudar o modelo de governação autárquica,
promovendo mais transparência, simplificar as estruturas organizacionais, promover a
coesão territorial, reduzir a despesa pública e melhorar a vida dos cidadãos.
-Julga-se imprescindível rever o regime de financiamento das autarquias locais e, por isso, será
constituído um grupo de trabalho para rever a Lei das Finanças Locais.
Elaborar um diagnóstico sobre o número de entidades que compõem o
actual Sector Empresarial Local (SEL), promovendo a redução do número
de entidades e adequando o Sector à sua verdadeira missão estratégica,
de acordo com a realidade local e as suas necessidades específicas;
- ealizar uma análise do actual mapa administrativo, promovendo a
redução do actual número de Freguesias (....)
Reformatar as competências dos diferentes níveis das Divisões
Administrativas, estabelecendo novos quadros de actuação no âmbito
dos Municípios, CIM e outras Estruturas Associativas, procurando
reforçar atribuições e competências e promovendo a eficiência da gestão
pública com o intuito de gerar economias de escala no seu
funcionamento;
Analisar e regular os diferentes níveis e tipologias de Associativismo
Municipal, criados ao longo de 20 anos, no pressuposto de que não
deverão sobrepor-se nem repetir-se nas suas funções.
Promover o debate relativo a um novo enquadramento legal autárquico:
Lei Eleitoral para os Órgãos das Autarquias Locais;
Eleitos Locais; Formação e Composição dos Executivos;
Membros de Apoio aos Executivos;
Estruturas Orgânicas e Dirigentes Municipais;
Competências dos Executivos Municipais;
Competências das Assembleias Municipais;
Atribuições e Competências das Freguesias.
Como não sou ceguinho vejo que o documento é suficientemente lato para muitas interpretações tendo algumas orientações com que concordo. Talvez seja uma oportunidade para acabar com populismos desvairados e outros isaltismos felgueirenses ou similares e, nem assim tão distantes. Por outro lado, suspeito que regras novas não se fazem com gente velha. Não estou afalar da idade mas dos víciozinhos. Se a estes desafios legislativos juntarmos a escassez de transferências, a ausência de crédito e a gestão do curto prazo das dívidas aos credores, que vai sobrar?
O Provedor do Cidadão , especialmente, o Orçamento Participativo, poderão ser boas práticas: envolver os cidadãos na gestão dos recursos em tempo de crise - é o tema de um Livro de Tiago Peixoto, meu amigo brasileiro que asessoreia o Banco Mundial. Sustentabilidade, capacitação, novas práticas associativas. Porém, como acrescenta mudanças não se fazem com velhos hábitos nem com atores desinteressados da mesma. Será que os Partidos já se aperceberam disso: ou , como dizia Lampeduza, "é preciso mudar um bocadinho para que tudo fique na mesma?".
Comissão Política do PS reúne Hoje. Será desta? Claro que não!
A Comissão Politica do Partido Socialista da Covilhã vai reunir hoje. O conclave dos atuais dirigentes do PS realiza-se no Teixoso, secção considerada afeta maioritariamente à solução eleitoral proposta pelo Presidente da Concelhia. Há cerca de dois anos, a Comissão Politica de Miguel Nascimento convidou um médico covilhanense que se mostrou disponível para pensar. Desde o início das cogitações passaram cerca de dois anos. Quando do convite faltavam três anos para as eleições autárquicas e o gesto suscitou as maiores reservas de vários militantes por ser considerado precipitado.
A recente candidatura de Jose Armando Serra dos Reis à frente da lista opositora à facção de Miguel Nascimento pode levar os apoiantes deste a reunirem em conclave para escutarem da boca do candidato outrora indigitado a sua aceitação. Porém, quer o convite quer a aceitação mais não significam do que uma pré candidatura. O PS da Covilhã vai a eleições no início de Junho para eleger nova Comissão Politica que, dependendo da composição, pode ou não validar o convite e até remeter para primárias a escolha do candidato. Logo, a verificar-se a aceitação do convite, este poderá não passar de um ato simbólico. Com o PS à boca da Câmara, prevê- se uma animada disputa eleitoral, pelo que ainda está longe a escolha do candidato à presidência da autarquia.
Tem-se discutido muito pouco a natureza destas eleições. A confirmarem-se a realização de primárias, a alteração da legislação eleitoral e a repartição da Comissão Politica entre diversas fidelidades, trata-se de um novo quadro eleitoral. Sem Carlos Pinto no horizonte e com os seus delfins mais distantes do poder interno, o cenário está consideravelmente modificado.
Tem-se discutido muito pouco a natureza destas eleições. A confirmarem-se a realização de primárias, a alteração da legislação eleitoral e a repartição da Comissão Politica entre diversas fidelidades, trata-se de um novo quadro eleitoral. Sem Carlos Pinto no horizonte e com os seus delfins mais distantes do poder interno, o cenário está consideravelmente modificado.
Como apoiante da lista de Serra dos Reis, espero que a vertigem pela disputa dos sindicatos de voto não cale a disputa pela alma da Covilhã. Se o critério de qualidade for apenas a capacidade de angariar militantes, quer PS quer PSD esbroam-se numa disputa sem sentido, somando muita disputa com poucas ideias. Será necessário conhecer o novo quadro económico em que se movimentam as autarquias e as competências que poderá desempenhar. Será necessário discutir a reorganização administrativa. Será necessário encarar a eventual redução de dirigentes e quadros autárquicos. Claro, como é costume, isso fica para depois.
domingo, 13 de maio de 2012
MERKL: DERROTA HISTÓRICA EM ELEIÇÕES LOCAIS
Contra todas as previsões que incluíam a descida do SPD e dos Verdes e a possibilidade de uma grande coligação, SPD/CSU, os partidos da esquerda tradicional saem reforçados na Renânia do Norte-Westfália enquando Die Linke (esquerda ligada a Oskar Lafontaine) desce e liberais sobem. Quem leva uma tareia monumental é Angela Merkel.
Até o Jornal de Negócios que geralmente evidencia alguma simpatia para com a liderança germânica não escapou a evidência da brutal punição infligida à Chanceler. A expressão «derrota histórica» é o sinónimo elegante que os jornais utilizam para falar de "tareia monumental".
Dere forma algo surpreendente, Manuel Monteiro, no termo do seu Doutoramento em Ciência Politica por sua vez cita Jurgen Habermas (que considera um grande filósofo marxista)em entrevista ao Público para constatar o óbvio: o défice democrático que acompanhou o processo europeu.
Habermas contra todas as previsões que apontavam para um declínio de influência - graças a muito erros de avaliação e de reflexão - está a obter o reconhecimento tardio das suas teses sobre o constitucionalismo europeu. : o ensaio sobre a constituição da Europa, cujas ideias básicas podem ser lidas aqui.. Porém, também surgem novas categorias de análise. O pensamento neo-kantiano parece, apesar de tudo escasso, quando se advinham processos de radicalização.
Apesar de tudo, parece que será preciso contar com os alemães para resolver os problemas criados pela ...Alemanha. Tudo o resto será pouco sensato.
Farromba descarta PSD
Ao Portal da Covilhã, Pedro Farromba diz que "não tem intenção de sercandidato à presidência do PSD da Covilhã “a não ser que as circunstâncias o imponham”.
Mudanças
O improvável transformou-se em realidade. Francisco Castelo Branco é o
novo presidente da concelhia da Covilhã do PSD. O candidato da lista B obteve
97 votos dos 164 militantes que votaram. A lista A, liderada
por Bernardino Gata recolheu 64 votos. Registaram ainda 2 votos em branco e um
nulo, num universo de 191 militantes. Vantagens da democracia: o imprevisto e a mudança. Há um suave perfume a mudança de «regime».
A propósito de mudança, preparara-se o o PS para tentar fazer a sua própria. Sob o lema "Mais PS/Pela Covilhã", José Armando Serra dos Reis apresentou a candidatura à presidência da Comissão Política Concelhia, cujo ato eleitoral está marcado para o próximo dia 1 de Junho.
A propósito de mudança, preparara-se o o PS para tentar fazer a sua própria. Sob o lema "Mais PS/Pela Covilhã", José Armando Serra dos Reis apresentou a candidatura à presidência da Comissão Política Concelhia, cujo ato eleitoral está marcado para o próximo dia 1 de Junho.


