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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Socialismo fora da gaveta, já !? É mesmo?


O "I" através da sua jornalista Ana Sá Lopes vislumbrou uma geração que quer tirar o socialismo da gaveta.
Já tinha reparado nela. Por cepticismo metódico, limito-me a assinalar a sequência de gerações similares que apresentaram a mesma proposta; a dificuldade da tarefa e a incógnita que consiste em saber se se a gaveta ainda abre em condições. Por outro lado, em abono da geração assinalo a sua coragem e competência que bem precisa já que  qualquer tentativa de enterrar esse híbrido construído por Giddens e Blair  exige uma enorme lucidez . Também  merece  o meu mais sincero mas creio que inútil   apoio.




Eis a imagem de um tempo antes da Terceira Coisa Blairiana a quem Tony Judt chamou "o gnomo no meio do jardim". Não eram todos perfeitos nem a nostalgia ´´e  boa companhia . Mas os que estão activos  mostra mais saber que os sucessores. E os que cumpriram o seu tempo ( Brandt) estão activos na nossa memória.

terça-feira, 3 de julho de 2012

  Num recente conclave partidário um dirigente  falou de uma eleição em que os boletins de voto de uma determinada secção eleitoral (para um acto ao qual se apresentava uma lista única) eram diferentes dos restantes boletins de  outras secções de voto tendo, no seu caso específico,  à frente do nome da lista a sufrágio,   um «sim »e um «não» como se de referendo se tratasse. Aliás, não sei bem se ouvi ou se apenas me pareceu ouvir.  Diziam os entendidos que o coordenador da secção onde tal decorrera era certo destacado dirigente nacional. E até se acrescentava que charters de vontantes tinham ido   a  uma eleição  em troca da entrega de um influente comissariado nem mais nem menos que um comissariado  nacional.
Ora , isto não pode ser verdade porque se fosse... já viram o que era se fosse?....Com certeza, já alguém havia desmentido o denunciante ou denunciado o tratante do comissário. Mas são tudo, como diz o outro , hipóteses académicas  como hipotéticas são as habilitações académicas do Relvas. Se tudo isso fosse verdade o dirigente seria um comissário tão legítimo como Relvas seria cientista politico legítimo. Mas, como não deve, não pode ser verdade,  pode antes  ser uma parábola interessante sobre a fraternidade e a «democracia», a «transparência» e o «socialismo» E sobre o motivo pelo qual as diferenças entre famílias politicas se obliteram e tornam irrelevantes: a adopção de um gesto cínico em que se substitui um cromo por outro. Será?Não pode ser...
Mais um capítulo de livro, aliás, 2:

Um de João Canavilhas e outro meu. As perplexidades do jornalismo online e a sua relação com a vida cívica.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Estranha forma de politica

Não se pode dizer que a «não candidatura » de Miguel Nascimento e  a ausência de uma lista que seja afeta à solução autárquica preconizada em torno da CPC da Covilhã do PS  seja uma saída airosa. não provocou um terramoto nem grandes laivos de admiração. Claro que os defensores da candidatura de Carlos Casteleiro podem não desistir e apresentar-se às primárias ou até  numa hipótese mais apocalíptica tentarem desencadear movimentos em torno de uma candidatura independente,. Porém, é um cenário estranho, pouco racional e  com escassa  probabilidade de sucesso. Alguns analistas afinam a tese da vaga de fundo. Todavia, não se augura a existência de comoção intensa. Não consta ter havido desmaios públicos na calçada. Foi das jogadas politicas mais arriscadas que vi, concedo, mas tinha escrito o seu destino desde a hora em que nasceu numa longínqua  reunião em que poucos votaram contra. Pelas minhas contas, os alfaiates não vão dar mãos a medir e muitos virão relatar os seus feitos de resistência a uma candidatura anunciada, votada e levada por diante. Haverá muito a contar sobre a  brava  história dos silêncios,dos anónimos e até dos que escreveram a dizer que era melhor não dizer nada.
Queixam-se alguns dos sindicatos de voto, do acréscimo súbito de militantes. Nesse sentido, a confirmar-se fundamento a essas queixas, não podem lamentar-se: inventaram o método, deram-no a conhecer e deram a saber aos seus adversários as malhas com que o poder se tece. Não contavam enredar-se na própria teia.
Não creio, todavia, que a saga permaneça aqui. Este silêncio e tranquilidade precede a tempestade. Ainda falta  anunciar uma decisão.
Claro que falta acrescentar um pós-scriptum: estas soluções feitas a somar quem tem mais qualidades de cacique vão terminar mal, porque isso não chega.

terça-feira, 22 de maio de 2012

A não candidatura

Surpresa ou talvez não 

A politica abunda em revezes. Não tenho em paciência nem formação para saltar em cima de adversários que parecem ser vítimas de tais atribulações.  A não-recandidatura é o corolário lógico de erros de avaliação dos protagonistas.  Anunciaram-se «não anúncios», apresentaram-se »não candidaturas». Aguardam-se, com serenidade, os desenvolvimentos.

sábado, 19 de maio de 2012

... depois do caso "Público-Relvas" a margem de manobra estreitou-se

Comunicado do Conselho de Redação do Publico

A verdade é que a presunção de inocência não iliba este Ministro de uma forte suspeita politica, que não dá muita margem de manobra. António Capucho já explicou.

Ministro e jornalistas

Não simpatizo com o político em causa  mas  a história que circula sobre Miguel Relvas é tão má que me parece demasiado irracional para um profissional da politica. Porém, a questão subjectiva ( o que eu possa achar) é menor. Há dois níveis de análise complementares a) presunção de inocência; b) a a responsabilidade politica. Logo, o Ministro devia explicar de foma clara. Também não ficava nada mal à direção do Público esclarecer algo nomeadamente as diferenças de critérios entre o Conselho de Redação e a Direção.  E há uma pergunta que me queima os lábios: e se fosse José Sócrates? Teria direito a uma apreciação racional e ponderada? 

Qual dos Ministros é mais deficitário no uso dos neurónios?

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