domingo, 13 de maio de 2012
Farromba descarta PSD
Ao Portal da Covilhã, Pedro Farromba diz que "não tem intenção de sercandidato à presidência do PSD da Covilhã “a não ser que as circunstâncias o imponham”.
Mudanças
O improvável transformou-se em realidade. Francisco Castelo Branco é o
novo presidente da concelhia da Covilhã do PSD. O candidato da lista B obteve
97 votos dos 164 militantes que votaram. A lista A, liderada
por Bernardino Gata recolheu 64 votos. Registaram ainda 2 votos em branco e um
nulo, num universo de 191 militantes. Vantagens da democracia: o imprevisto e a mudança. Há um suave perfume a mudança de «regime».
A propósito de mudança, preparara-se o o PS para tentar fazer a sua própria. Sob o lema "Mais PS/Pela Covilhã", José Armando Serra dos Reis apresentou a candidatura à presidência da Comissão Política Concelhia, cujo ato eleitoral está marcado para o próximo dia 1 de Junho.
A propósito de mudança, preparara-se o o PS para tentar fazer a sua própria. Sob o lema "Mais PS/Pela Covilhã", José Armando Serra dos Reis apresentou a candidatura à presidência da Comissão Política Concelhia, cujo ato eleitoral está marcado para o próximo dia 1 de Junho.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
HUGO
É preciso, por vezes, meia dúzia de anos para sabermos se um livro ou filme eram uma obra-prima. Há quem diga que Hugo é uma obra-prima. Não vou tão longe. Tem uma direcção artística excelente, um uso extraordinário da tecnologia de 3D, excelentes actores em papéis secundários e principais, tem um argumento com alguns buracos desculpáveis e tem, sobretudo, um genuíno amor ao cinema. Para além das referências à cultura popular (de Jules Verne ao Hallo, Hallo, a fantática série inglesa sobre a resistência francesa), inclui, momentos momentos memoráveis nos estúdios de Meliés, delirantes, divertidos e nostálgicos. É um filme «feito para crianças» que arrasa a maior parte dos filmes «feitos para adultos». Apesar de todos os defeitos que lhe possam encontrar, não percam. É muito mais do que se pode dizer sobre as grandes produções americanas nos dias de hoje.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Edgar Hoover: o filme
Fui ver outra biografia (biopic como dizem) de J. Edgar Hoover. O filme é melhor do que o biopic de Tatcher , o personagem é muito mais detestável. A direcção do Clint Eastwood e o excelente argumento ajudam a olhar para a América do século XX e para a história triste deste personagem demasiado humano, demasiado mesquinho. Hoover quis fazer uma lenda sobre si próprio enquanto alimentava uma carreira de escutas secretas , devassas da vida privada e perseguição de todos os que lhe pudessem fazer sombra. A história da fundação do FBI exibe os seis lados mais sombrios inclusive principlamente no plano político. Intelectualmente honesto até porque o realizador tem tendências conservadoras. As interpretações não são comparáveis às de Meryl Streep mas têm um nível bastante bom. Leonardo DiCaprio já é muito mais do que uma carinha laroca como era no Titanic. E está bem rodeado.
domingo, 12 de fevereiro de 2012

Três grandes livros sobre a Guerra Civil de Espanha. Três escritores viveram os acontecimentos de modos diferentes.
Orwell era um homem de esquerda que desconfiava dos comunistas e descreve com grande rigor intelectual as divisões fraticidas entre as força que lutavam do lado republicano. A sua apreciação das atitudes do PCE já adivinham 1984 e Animal's Farm.
Marlaux era um comunista que trabalhava como Komintern e admirava a disciplina partidária dos comunistas.Mais tarde foi Ministro de de Gaulle.
Bernanos era integralista, monárquico, leitor de Maurras, ideólogo da extrema - direita francesa e tinha um filho nas tropas franquistas. Com grande seriedade, Bernanos mostra a sua repulsa pelos massacres dos franquistas que testemunha quando se desloca a Espanha na presunção de que ia apoiar "aquela gente", como lhes passou a chamar. É o livro de um homem traído pelos seus ideais. Paradoxalmente, é o que dá a imagem mais terrível do General Franco
Três homens apanhados pela História no laboratório ibérico da II Guerra.
Como só os vencedores foram absolvidos pelo regime, escrevo sobre estes livros a pensar na injustiça cometida sobre Baltazar Garçón.
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Pietá Negra
A pietá muçulmana é comovente, como toda a dor das mães. Mas esta pietá envolta em negro lembra-me outras dores para além da dor imediata da sua perda: a da condição femininina no mundo muçulmano. Acho que a religião em geral não lidou bem com as mulheres, apesar da posição central de Maria no mundo cristão.. Mas o mundo muçulmano acentuou este lado discriminatório.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Um profissional tranquilo
No jogo com o Nacional, Rinaudo entrou com campo com a garra de um jogador sem mágoas físicas. Chegar de uma lesão prolongada, entregar-se ao jogo e marcar um golo, em campo rival e num colectivo psicologicamente abalado, revela uma determinação invulgar. Ainda por cima, vinda de um jovem que diz não apreciar a velocidade do ambiente envolvente do futebol (as celebridades, o stress da fama), que apresenta um perfil sóbrio de quem tudo encara ( as lesões e os triunfos) como se fossem uma naturalidade da sua profissão.
Sou sportinguista e, claro, podem dizer que esta apreciação resulta apenas dessa circunstância. Conheço benfiquistas acérrimos e portistas empedernidos que pensam o mesmo, talvez sem o mesmo ardor. Rinaudo será tudo menos «piegas».
Porém, este exemplo não vale para o mercado laboral nem para extrair metáforas sociais. Rinaudo ganha 480mil euros por ano. Depois da retirada, terá uma almofada mais do que generosa para relançar outros voos quando tiver apenas trinta e pucos anos. O facto de ser um profissional que honra o seu compromisso só lhe fica bem. E um exemplo positivo mas numa carreira de excepção.
No jogo com o Nacional, Rinaudo entrou com campo com a garra de um jogador sem mágoas físicas. Chegar de uma lesão prolongada, entregar-se ao jogo e marcar um golo, em campo rival e num colectivo psicologicamente abalado, revela uma determinação invulgar. Ainda por cima, vinda de um jovem que diz não apreciar a velocidade do ambiente envolvente do futebol (as celebridades, o stress da fama), que apresenta um perfil sóbrio de quem tudo encara ( as lesões e os triunfos) como se fossem uma naturalidade da sua profissão.
Sou sportinguista e, claro, podem dizer que esta apreciação resulta apenas dessa circunstância. Conheço benfiquistas acérrimos e portistas empedernidos que pensam o mesmo, talvez sem o mesmo ardor. Rinaudo será tudo menos «piegas».
Porém, este exemplo não vale para o mercado laboral nem para extrair metáforas sociais. Rinaudo ganha 480mil euros por ano. Depois da retirada, terá uma almofada mais do que generosa para relançar outros voos quando tiver apenas trinta e pucos anos. O facto de ser um profissional que honra o seu compromisso só lhe fica bem. E um exemplo positivo mas numa carreira de excepção.






