Num recente conclave partidário um dirigente falou de uma eleição em que os boletins de voto de uma determinada secção eleitoral (para um acto ao qual se apresentava uma lista única) eram diferentes dos restantes boletins de outras secções de voto tendo, no seu caso específico, à frente do nome da lista a sufrágio, um «sim »e um «não» como se de referendo se tratasse. Aliás, não sei bem se ouvi ou se apenas me pareceu ouvir. Diziam os entendidos que o coordenador da secção onde tal decorrera era certo destacado dirigente nacional. E até se acrescentava que charters de vontantes tinham ido a uma eleição em troca da entrega de um influente comissariado nem mais nem menos que um comissariado nacional.
Ora , isto não pode ser verdade porque se fosse... já viram o que era se fosse?....Com certeza, já alguém havia desmentido o denunciante ou denunciado o tratante do comissário. Mas são tudo, como diz o outro , hipóteses académicas como hipotéticas são as habilitações académicas do Relvas. Se tudo isso fosse verdade o dirigente seria um comissário tão legítimo como Relvas seria cientista politico legítimo. Mas, como não deve, não pode ser verdade, pode antes ser uma parábola interessante sobre a fraternidade e a «democracia», a «transparência» e o «socialismo» E sobre o motivo pelo qual as diferenças entre famílias politicas se obliteram e tornam irrelevantes: a adopção de um gesto cínico em que se substitui um cromo por outro. Será?Não pode ser...
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