Um profissional tranquilo
No jogo com o Nacional, Rinaudo entrou com campo com a garra de um jogador sem mágoas físicas. Chegar de uma lesão prolongada, entregar-se ao jogo e marcar um golo, em campo rival e num colectivo psicologicamente abalado, revela uma determinação invulgar. Ainda por cima, vinda de um jovem que diz não apreciar a velocidade do ambiente envolvente do futebol (as celebridades, o stress da fama), que apresenta um perfil sóbrio de quem tudo encara ( as lesões e os triunfos) como se fossem uma naturalidade da sua profissão.
Sou sportinguista e, claro, podem dizer que esta apreciação resulta apenas dessa circunstância. Conheço benfiquistas acérrimos e portistas empedernidos que pensam o mesmo, talvez sem o mesmo ardor. Rinaudo será tudo menos «piegas».
Porém, este exemplo não vale para o mercado laboral nem para extrair metáforas sociais. Rinaudo ganha 480mil euros por ano. Depois da retirada, terá uma almofada mais do que generosa para relançar outros voos quando tiver apenas trinta e pucos anos. O facto de ser um profissional que honra o seu compromisso só lhe fica bem. E um exemplo positivo mas numa carreira de excepção.
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